Arquivos diários:maio 2, 2011

Quem pratica o terror?

Quem pratica o terror?

A primeira semana de maio inicia-se com um noticia histórica. Segundo informações cedidas pela CNN durante a madrugada de 1 de maio, o terrorista mais procurado do mundo, Osama Bin Laden, foi morto durante durante ação das tropas americanas em território paquistanês. Aparentemente, uma vitória contra o terrorismo. Mas o que nos interessa e nos afeta: até onde vai o poder dos EUA? Desconsiderando tratados internacionais, os Estados Unidos iniciaram uma campanha no Oriente Médio em busca do terrorista, desconsiderando soberaniais nacionais plenamente estabelecidas ou qualquer acordo referente ao uso de equipamento militar contra civis ou até mesmo táticas de tortura. Graças ao 11 de setembro, os EUA puderam penetrar na região com todo seu equipamento de guerra, e nesses singelos dez anos de intervenção militar, não devemos nos esquecer que os Estados Unidos reestruturaram e intervieram plenamente no governo afegão sob o lema da reconstrução estatal. Há dez anos foi lançada a Guerra ao Terror, quando o país mais impenetrável do planeta teve sua segurança perfurada por aviões guiados por atores da Al-Qaeda. Entretanto, a Guerra ao Terror tomou razões diversas, como a busca por petróleo e o controle geopolítico de regiões estratégicas, como o Afeganistão e Iraque. Quais/quem serão os próximos alvos em momento de crises democráticas? Todo cuidado é pouco senhores ditadores de qualquer Estado do mundo, pois vocês podem ser os próximos. Os grandes defensores da moralidade, liberdade e dos Direitos Humanos mais uma vez se contradizem. Primeiro armam os aliados como fizeram com Saddam e Osama em período de conflito, e depois assassinam os que ameaçam seus interesses políticos e sua democracia. Parece que os tomadores de decisão dos EUA não percebem que o terrorismo já atua nas relações internacionais sem rosto, sem corpo e sem território definido, e que assassinar o líder da Al-Qaeda não foi uma ação louvável e sensata para seus próprios interesses. Em seu discurso ao anunciar a morte de Osama, Barack Obama defendeu a ação como algo glorioso para os que buscam a paz, concordando com a Guerra ao Terror e não com a guerra ao Islamismo. Infelizmente, o presidente parece não perceber que existem islâmicos radicais e fundamentalistas, que interpretam o Corão de forma não-ocidental, digamos, e podem representar uma ameaça para a segurança nacional dos EUA, que ainda classificam todos aqueles que não seguem seus princípios como ameaça. O saudita Bin Laden nasceu em um reinado poderoso, país comprador de armamento estadunidense e riquíssimo em petróleo, o ouro preto que envolve todos. Religião e petróleo parecem fundamentar os conflitos atuais, e a ação dita pacificadora apoiada pelo atual líder dos EUA em conformidade com George W. Bush em relação a Guerra ao Terror pode gerar retaliações como embargos e revoltas por parte dos países do Oriente Médio. Cortar o mal pela raiz não se configura como decisão muito sábia em terreno incerto e perigoso como terrorismo. O ato do pastor estadunidense que queimou o Corão revela que atitudes extremas podem culminar em manifestações fatais. Infelizmente, em países em que não se há liberdade de expressão, o terrorismo é uma opção de voz, e a Guerra Santa é levada a sério pelos jihadistas. Os Estados Unidos mantém a anarquia nas Relações Internacionais com ações preventivas como esta, e hoje se comemora a justiça com festas em todo território nacional. Nada mais justo, em nome da segurança do planeta sob as asas da águia enquanto não somos os alvos. Mas, de acordo com as ações que vem sendo tomadas pelos EUA, todos são ameaçadores.

Diego Sousa e Samara Guimarães

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